
Os meses de Setembro e Outubro são bons para fazer o balanço do ano e preparar o próximo. Por esta altura já todos percebemos o que correu bem e o que correu mal, o que podemos melhorar e o que queremos fazer para o próximo ano.
O balanço a que me refiro prende-se neste caso, com o do surf em Portugal. Sem dúvida nenhuma que é um desporto em franca expansão quer, pela forma estruturada como está organizado o negócio em torno da industria do surf, quer também pelo crescente número de praticantes e sobretudo por aqueles que não o sendo desejam sê-lo. No entanto o surf, como outros desportos em Portugal e, atrevo-me a dizer, a generalidade do país não tem suporte numa estratégia de futuro. Não sabemos muito bem para onde queremos ir, ou onde queremos estar daqui a cinco anos, a dez anos. O Campeonato Nacional de Surf que foi um sucesso durante cinco anos regrediu dez. Aqui não cabe apresentar quem são os culpados mas apontar saídas para a crise competitiva que se vive em Portugal.
Queremos ser campeões de selecções, queremos ter um campeão mundial júnior, queremos ter atletas no world tour, queremos apenas servir o turismo e ter as melhores escolas de surf de iniciantes da Europa? Não sei. Estou envolvido activamente há dez anos no surf e ainda não consegui perceber. Não ouvi um discurso nos últimos anos que fosse estruturado relativamente ao ponto onde estamos e o ponto para onde queremos ir. Quer dizer ao ponto em que estamos, tenho ouvido umas vozes, sim porque críticos, há sempre, falta-nos aqueles que apontam direcções, ou pelo menos bases para discutir o que pretendemos. Para não me incluir nestes vou tentar de uma forma resumida explicar qual a minha visão para o futuro do surf.
Em primeiro lugar penso que é necessário de uma forma eficaz regulamentar tudo o que diz respeito ao surf, começando pelas escolas, passando pela competição e em última análise pelos surfistas. Para isto seria necessário em meu entender termos mais federados e nesse sentido a Federação Portuguesa de Surf deveria abrir espaço para quem é apenas um surfista de fim-de-semana poder federar-se sem ter de pertencer a um clube ou a uma escola. Desta forma ganhávamos peso negocial junto das entidades estatais para podermos exigir melhores condições para o surf na generalidade.
Em segundo lugar penso que devemos rever a maneira como queremos desenvolver a competição. Hoje claramente existe um excesso de competições em Portugal, sem que isso represente uma evolução. No fundo penso que devemos simplificar os circuitos que temos. Começaria por ter um escalão único até aos 14 anos, com, no máximo, 8 etapas de dois dias e limitada a 96 rapazes e 24 raparigas, de modo a permitir aos mais jovens um primeiro contacto com a competição. Depois o escalão seguinte seria até aos 20, com o máximo 8 etapas de dois dias uma vez mais limitado a 96 rapazes e 24 raparigas. Por último, teríamos um circuito Open sem premiação monetária, para não permitir a que os atletas com potencial façam carreira do nacional de surf, aos 20 anos um surfista com potencial, tem na minha opinião de sair para fora, é o momento de se testar!!! Diria igualmente que deviam haver no máximo cinco etapas de dois dias e limite de 96 homens e 24 mulheres. Para quem pensa que são poucos atletas por circuito gostava de dizer que entre 2003 e 2007 o número médio de atletas por etapa não ultrapassou os 80. Por outro lado nos circuitos sub14 e sub20 são circuitos que pela limitação da idade permitirão uma rotatividade dos competidores.
Em terceiro lugar, a nível internacional penso que devemos garantir para Portugal entre dois a quatro Pro Juniores europeus masculinos e femininos e pelo menos dois WQS com mais de quatro estrelas, de modo a permitir aos atletas que querem perceber se podem ou não seguir o surf como profissão meçam o seu nível de surf sem grandes custos acrescidos. Como sei também que o acesso aos WQS não é fácil penso que se poderia criar um sistema que recompensasse os campeões nacionais dando-lhes wildcards para estes eventos.
Em quarto lugar creio que seria interessante criar diversos circuitos locais que servissem para seleccionar quem seriam os atletas de cada clube que representariam o respectivo clube nos diversos circuitos. Os clubes teriam de se estruturar para conseguir trazer os seus melhores atletas, à semelhança no que acontece em todos os outros desportos individuais (ténis, atletismo, etc.)
As provas de selecção deveriam poder contar com os melhores atletas. Para isso a Federação teria de se munir de verbas, juntos de patrocinadores e do estado, como aconteceu no passado, de modo a que os atletas, para além do amor pelo país, tivessem outro tipo de incentivos para se dedicarem à selecção nacional.
Muito mais poderia dizer sobre esta visão do surf mas o espaço é limitado penso que precisamos de dirigir os nossos esforços em direcção ao futuro com uma lógica de potenciarmos as nossas condições geográficas para a prática do surf seja do ponto de vista das escolas, da competição, do turismo e do Free Surf.
O balanço a que me refiro prende-se neste caso, com o do surf em Portugal. Sem dúvida nenhuma que é um desporto em franca expansão quer, pela forma estruturada como está organizado o negócio em torno da industria do surf, quer também pelo crescente número de praticantes e sobretudo por aqueles que não o sendo desejam sê-lo. No entanto o surf, como outros desportos em Portugal e, atrevo-me a dizer, a generalidade do país não tem suporte numa estratégia de futuro. Não sabemos muito bem para onde queremos ir, ou onde queremos estar daqui a cinco anos, a dez anos. O Campeonato Nacional de Surf que foi um sucesso durante cinco anos regrediu dez. Aqui não cabe apresentar quem são os culpados mas apontar saídas para a crise competitiva que se vive em Portugal.
Queremos ser campeões de selecções, queremos ter um campeão mundial júnior, queremos ter atletas no world tour, queremos apenas servir o turismo e ter as melhores escolas de surf de iniciantes da Europa? Não sei. Estou envolvido activamente há dez anos no surf e ainda não consegui perceber. Não ouvi um discurso nos últimos anos que fosse estruturado relativamente ao ponto onde estamos e o ponto para onde queremos ir. Quer dizer ao ponto em que estamos, tenho ouvido umas vozes, sim porque críticos, há sempre, falta-nos aqueles que apontam direcções, ou pelo menos bases para discutir o que pretendemos. Para não me incluir nestes vou tentar de uma forma resumida explicar qual a minha visão para o futuro do surf.
Em primeiro lugar penso que é necessário de uma forma eficaz regulamentar tudo o que diz respeito ao surf, começando pelas escolas, passando pela competição e em última análise pelos surfistas. Para isto seria necessário em meu entender termos mais federados e nesse sentido a Federação Portuguesa de Surf deveria abrir espaço para quem é apenas um surfista de fim-de-semana poder federar-se sem ter de pertencer a um clube ou a uma escola. Desta forma ganhávamos peso negocial junto das entidades estatais para podermos exigir melhores condições para o surf na generalidade.
Em segundo lugar penso que devemos rever a maneira como queremos desenvolver a competição. Hoje claramente existe um excesso de competições em Portugal, sem que isso represente uma evolução. No fundo penso que devemos simplificar os circuitos que temos. Começaria por ter um escalão único até aos 14 anos, com, no máximo, 8 etapas de dois dias e limitada a 96 rapazes e 24 raparigas, de modo a permitir aos mais jovens um primeiro contacto com a competição. Depois o escalão seguinte seria até aos 20, com o máximo 8 etapas de dois dias uma vez mais limitado a 96 rapazes e 24 raparigas. Por último, teríamos um circuito Open sem premiação monetária, para não permitir a que os atletas com potencial façam carreira do nacional de surf, aos 20 anos um surfista com potencial, tem na minha opinião de sair para fora, é o momento de se testar!!! Diria igualmente que deviam haver no máximo cinco etapas de dois dias e limite de 96 homens e 24 mulheres. Para quem pensa que são poucos atletas por circuito gostava de dizer que entre 2003 e 2007 o número médio de atletas por etapa não ultrapassou os 80. Por outro lado nos circuitos sub14 e sub20 são circuitos que pela limitação da idade permitirão uma rotatividade dos competidores.
Em terceiro lugar, a nível internacional penso que devemos garantir para Portugal entre dois a quatro Pro Juniores europeus masculinos e femininos e pelo menos dois WQS com mais de quatro estrelas, de modo a permitir aos atletas que querem perceber se podem ou não seguir o surf como profissão meçam o seu nível de surf sem grandes custos acrescidos. Como sei também que o acesso aos WQS não é fácil penso que se poderia criar um sistema que recompensasse os campeões nacionais dando-lhes wildcards para estes eventos.
Em quarto lugar creio que seria interessante criar diversos circuitos locais que servissem para seleccionar quem seriam os atletas de cada clube que representariam o respectivo clube nos diversos circuitos. Os clubes teriam de se estruturar para conseguir trazer os seus melhores atletas, à semelhança no que acontece em todos os outros desportos individuais (ténis, atletismo, etc.)
As provas de selecção deveriam poder contar com os melhores atletas. Para isso a Federação teria de se munir de verbas, juntos de patrocinadores e do estado, como aconteceu no passado, de modo a que os atletas, para além do amor pelo país, tivessem outro tipo de incentivos para se dedicarem à selecção nacional.
Muito mais poderia dizer sobre esta visão do surf mas o espaço é limitado penso que precisamos de dirigir os nossos esforços em direcção ao futuro com uma lógica de potenciarmos as nossas condições geográficas para a prática do surf seja do ponto de vista das escolas, da competição, do turismo e do Free Surf.
Boas Ondas
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