O ano de dois mil e onze será na minha opinião um ano que os marketers deverão encarar com sobriedade, sobretudo aqueles que tem o seu cargo em grandes empresas/marcas, habituadas a gastar dinheiro em tudo e mais alguma coisa. O ano e a crise que se adivinha carece de estratégias delimitadas e pensadas com tempo e executadas meticulosamente, de modo a que, em primeiro lugar sejam mais eficazes, em segundo lugar sejam menos despesistas. A habitual indecisão até ao limite, que na maior parte dos casos encarece tudo o que se faz, deve ser evitada. Dito isto creio que de uma vez por todas os marketers e as administrações das grandes empresas/marcas devem fazer uma análise cuidada dos investimentos no passado e seleccionarem de uma forma profissional os investimentos a fazer. Devem em abono de uma certa moralidade evitar gastos tontos e supérfluos.
Acredito que em 2011 os consumidores não estarão disponíveis para empresas/marcas que ganham muito dinheiro, pagam muito dinheiro aos seus gestores e gastam muito dinheiro de uma forma ostensiva. Ocorrem-me alguns exemplos, que se encaixam perfeitamente neste contexto.
Penso que o caminho a adoptar em 2011 deverá ir de encontro ao apoio social e à ajuda ao próximo. As grandes empresas/marcas devem investir em ajudar os outros e utilizarem de uma forma inteligente em seu proveito esta estratégia.
É importante para os consumidores que percepcionem que as grandes empresas/marcas estão preocupadas com os seus consumidores, não porque querem que eles consumam mais, mas porque querem que eles consumam de uma forma mais equilibrada e racional e dessa forma o possam fazer num espaço temporal mais alargado. No fundo é um ano no qual se impõe bom senso no consumo e bom senso no apelo ao consumo. É importante em meu entender moralizar as empresas/marcas e passar uma imagem de responsabilidade perante o outro ser humano.
Não é de todo positivo o que temos assistido por parte de algumas entidades que estimularam e estimulam o endividamento das pessoas, para, no momento em que estas precisam de ajuda, olhar para elas como empecilhos que não ajudam a cumprir objectivos e contribuem para o crédito mal parado.
Portugal, tal como a Europa tem de ser das pessoas que vivem lá e para isso é importante que as grandes empresas/marcas venham durante o próximo ano abordar os seus consumidores com a mão estendida e vontade de ajudar, só assim poderemos todos, e vou reforçar isto, TODOS ultrapassar esta crise que se advinha.
António Pedro de Sá Leal - CEO Alfarroba Amarela - Ideias e Eventos Lda.
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