Monday, 18 June 2012

Europa


Em 1996 quando acabei o meu curso universitário de Filosofia tinha alguma vontade de ter uma profissão que me levasse para fora de portas. Nesse sentido tirei uma pós-graduação em Estudos Europeus no ISEG.
Nesta altura o sonho europeu, para Portugal era relativamente recente e o sentimento era que havia muito caminho pela frente.
Começávamos a uniformizar uma série de coisas e a tentar equilibrar outras, pagando por vezes para acabar com negócios, modos de vida e maneiras de estar. Íamos ser todos europeus, todos iguais, todos felizes…

Mas não fomos, ou melhor não somos.

Na altura lembro-me de escrever num exame que a “Europa devia ser para os europeus”. Hoje passados mais de quinze anos, esta frase têm, em meu entender ainda mais sentido. Nos últimos anos vimos ao degradar do “sonho” europeu, umas vezes pelas mãos de maus políticos e outras por pressões de investidores. Não compreendo o que ganha um investidor quando a Europa definha e sobretudo as pessoas da europa definham, porque não têm emprego, ou porque a taxa fiscal está tão elevada que só apetece fugir, ou lutar.
 Esta situação faz-me sempre lembrar os filmes do Robin dos Bosques, e o xerife que penalizava os camponeses com impostos e mais impostos. Temo que um destes dias venha aí um Robin dos Bosques que leve atrás de si toda uma geração que está farta de maus governantes e péssimos investidores.

A Europa tem de ser desenhada e pensada para os europeus, sem eles ela não existe. Tem de respeitar as idiossincrasias de cada povo, de cada região, tem de dar condições aos europeus para acrescentarem valor à Europa.

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