Não percebo nada da agricultura. Mas imagino que um
agricultor que tenha um terreno medianamente fértil, com acesso a água, poderá
com sementes, adubos, e eventualmente máquinas produzir um qualquer produto agrícola
que se insira dentro do contexto geográfico do local onde se encontra. No
entanto se esse mesmo agricultor tiver o apenas o terreno mas nenhuma das
outras coisas que referi dificilmente poderá produzir o que quer que seja e, consequentemente
o seu terreno não serve para nada, do ponto de vista agrícola.
Hoje a situação de Portugal é semelhante. Fomos em tempos
bem recentes agricultores com acesso ao que necessitávamos para cultivar e no
entanto excedemo-nos nos gastos e fomos porventura pouco previdentes no que à produção
propriamente dita diz respeito, utilizando os recursos ao nosso dispor de uma
forma displicente. Agora, fruto da austeridade não temos nada para cultivar.
Temos o terreno mas é só isso.
Penso que isto não é saída, nem caminho para ultrapassar a
crise. Se as pequenas empresas não tiverem condições de subsistência,
dificilmente as grandes o terão, a prazo. Uma vez que estão directamente dependentes
dos consumidores que as pequenas empresas geram. Assim se não começarmos a
permitir que o nosso agricultor volte a semear, jamais sairemos deste buraco em
que nos metemos. É certo que o nosso agricultor tem de ser orientado em função
das necessidades e das suas possibilidades, utilizando o seu terreno de uma
forma correcta e isso é o que para além dos meios necessitamos mais – Orientação!
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